Assentamento 20 de Novembro – Porto Alegre/RS

ENQUANTO MORAR FOR PRIVILÉGIO, OCUPAR É UM DIREITO

Vista para o Largo Cultural e acesso frontal do Assentamento 20 de Novembro

ASSENTAMENTO 20 DE NOVEMBRO

Porto Alegre, 20 de Novembro… 
 
Nesta data famílias ocupam um edifício, dando o nome de batismo da Cooperativa que ali criaram no ano de 2006.   Em 2016 a Cooperativa recebeu a concessão do direito real de uso daquele edifício, originariamente destinado a um hospital, localizado em área central de Porto Alegre, e que estava abandonado há 40 anos. Deu-se início então ao processo de transformação desse imóvel, para que nele passassem a residir 40 famílias  de baixa renda. 
 
O projeto em curso, financiado pelo Programa Minha Casa Minha Vida Entidades _ MCMV-E, é coordenado pelos próprios moradores ligados ao Movimento Nacional de Luta pela Moradia- MNLM e Confederação Nacional de
Associações de Moradores – CONAM, que organizados na Cooperativa,e encabeçado, em sua maioria, por mulheres, que lutam, conscientes  da importância de ter na sociedade o seu lugar, não serem errantes.
 

Frente Rua Barros Cassal

Situação da Pré-existência _ Imagem Jornal Sul 21

E nesse sentido, é exemplar o relato de uma moradora: “quando eu estava limpando o prédio  onde seria minha casa, eu pegava cada tijolo e colocava limpos empilhados em um canto, e pensava ‘um dia  vocês vão voltar pro lugar de vocês’” .  E de fato, os tijolos maciços que serão removidos da pré existência, resultado das obras de re-arquitetura, retornarão ao prédio na forma de cobogós, tão característicos da arquitetura brasileira, de paisagismo e de mobiliário das áreas externas. 
 
A sombra de um muro de ar divide o Assentamento 20 de Novembro do entorno.  Situado no centro da cidade, seu entorno é marcado por classes média alta em uma clara percepção do abismo entre o rico e o pobre. O Assentamento faz o papel de ponte entre estes mundos, um local de resistência frente ao voraz especulação imobiliária.  A luta transcende os limites do próprio espaço físico e social, os muros _ de ar ou não _  que separam as diversas fronteiras  sociais e culturais são transpostas, por isso, seus moradores consideram e se apropriam dos espaços externos como parte indissociável do seu habitat e como meio de integração com a rua e a cidade .

O CENTRO É DO POVO! 

Rua interna nos fundos da edificação. No lado direito acesso aos apartamentos no térreo. Lado esquerdo, pré existência em tijolos, futuramente área para os moradores.

INTERIORES DOS APARTAMENTOS